Plano de classificação

Tipo de entidade:Pessoa singularSilva, Fernando. 1914-1983, arquitetoHistória:Fernando Silva nasceu em Lisboa, no dia 5 de janeiro de 1914. Iniciou o curso de Arquitetura na Escola de Belas-Artes de Lisboa, mas acabaria por concluir o curso na Escola de Belas-Artes do Porto, com 19 valores, com sob o magistério de Carlos Ramos, apenas em fevereiro de 1944, já com 30 anos de idade e com obra feita na arquitetura nacional. Considerado autor influente no contexto da moderna arquitetura portuguesa, a sua vasta obra, maioritariamente para promotores privados e construída em Lisboa, é referenciada em edifícios de habitação unifamiliar e plurifamiliar, em edifícios de escritórios (em Lisboa, entre outros: sede da Shell Portuguesa, 1959-1970; La Equitativa, 1969-1970; sede da Philips Portuguesa, 1964-1970) e em complexos industriais (entre outros: Siderurgia Nacional, Seixal, 1958-1970; Siderurgia do Azoto, Barreiro; Fábrica de Concentrado de Tomate, Azinhaga, Golegã, década 1960; Fábrica para a Companhia União Cervejas de Angola (CUCA), em Nova Lisboa, Angola, finais década de 1950). Projetou também cinemas, como Cineteatro Luísa Todi (Setúbal), sendo da sua autoria a remodelação do Cinema Lys e do Cinema Pathé-Imperial, ambos em Lisboa. Desenvolveu ainda vários planos de urbanização, nomeadamente o da Portela de Sacavém, Loures (1959-1979), o de Sassoeiros, Carcavelos (1961-1975) e o do Alto da Barra, Oeiras (1968). A sua obra em Lisboa foi por várias vezes distinguida com o Prémio Valmor: em 1943, com o edifício de habitação que, ainda estudante, projetou em coautoria com o arquiteto Raul Rodrigues Lima (1909-1980) para a avenida Sidónio Pais, n.º 6; em 1946, com o edifício de habitação localizado na avenida Casal Ribeiro, n.º 12-12C; em 1952, com o edifício de habitação situado na avenida do Restelo, n.º 23-23A, em coautoria com o arquiteto João Faria da Costa (1906-1971); e em 1978, com o conjunto habitacional Quinta da Luz, na rua Maria Veleda n.º 2-4B, em Carnide. Em 1950, Fernando Silva recebeu ainda o Prémio Municipal de Arquitetura, em Lisboa, pelo projeto do Cinema São Jorge, na avenida da Liberdade, n.º 175. O arquiteto Fernando Silva faleceu no dia 19 de julho de 1983, em Lisboa. Em 2025, a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o arquiteto com a atribuição do topónimo rua Fernando Silva (Arquiteto, 1914-1983), no Bairro São João de Brito, na freguesia de Alvalade. O seu arquivo pessoal encontra-se em depósito no Forte de Sacavém, integrando o acervo documental da Direção-Geral do Património Cultural.Identificador(es) da instituição:PT/AMLSBLínguas e escritas:PortuguêsFontes:Ferreira, B. (2010). [In]formar a cidade contemporânea: A criação de uma imagem/modelo de periferia com a obra do arquitecto Fernando Silva. Trabalho Teórico submetido como requisito parcial para a obtenção de grau de Mestre em Arquitectura. ISCTE-IUL, Instituto Universitário de Lisboa, Departamento de Arquitetura e Urbanismo.Ferreira, B. (2012). Optimist suburbia: uma visão para a cidade contemporânea. Leitura crítica sobre a configuração urbano-arquitetónica da periferia norte da cidade de Lisboa. Estudo Prévio 1. Lisboa: CEACT/UAL - Centro de Estudos de Arquitetura, Cidade e Território da Universidade Autónoma de Lisboa, 52-80. [Disponível em: www.estudoprevio.net].Menezes, S. F. (2009-2010). Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Fernando Silva: Prémios e publicações. Trabalho Teórico submetido como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Arquitectura. ISCTE-IUL, Instituto Universitário de Lisboa, Departamento de Arquitetura e Urbanismo.Monteiro, I. S. M. (2009). A obra do arquitecto Fernando Silva (1914-1983): Um arquitecto da geração esquecida. Dissertação de Mestrado em História da Arte Contemporânea, Lisboa: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas UNL.